TI por Elas: Mary Camila

Olá!

Depois de um tempo fora do ar estamos de volta entrevistando mulheres inspiradoras! Hoje vamos conhecer um pouco sobre a trajetória da Mary Camila! Ela nasceu em Xânxere – SC e atualmente mora atualmente em Curitiba – PR, trabalha há 3 anos na área de desenvolvimento de software e é Programadora na empresa Villa IT.

Blog: Conte um pouco sobre a sua história na área, o que levou a escolher a TI, se passou por alguma dificuldade na área e quando começou a trabalhar na área.

Quando eu tinha 13 anos minha mãe pediu para que eu fizesse um curso de informática, pois ela dizia que seria muito útil futuramente (e não é que foi mesmo =D) e neste curso tive uma introdução a programação e foi nesse momento que me apaixonei pela área. O simples fato de eu fazer uma página com um Hello World me fascinou! A partir deste momento decidi que iria continuar na área de TI. Com 17 anos comecei Sistemas de Informação na UTFPR, porém por problemas pessoais tive que deixar mas não parei por aí, logo entrei no Colégio Estadual do Paraná para cursar o técnico em Programação.

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Imperdível! Ada Lovelace 200 anos

Olá!

Recebi por email a notícia de um evento comemorativo dos 200 anos da Ada Lovelace e para melhorar ainda mais a notícia terá transmissão ao vivo! Essa não tem como perder!

Ada

10/nov das 13h às 14h:

Palestra – Ada, a Máquina Analítica e seus Desdobramentos.
* Palestrante: Dra. Artemis Moroni (CTI Renato Archer)

11/nov das 18h às 19h30:

Painel: Diversidade de gênero na indústria
* Mediadora: Rosana Jamal (Presidente da UNICAMP Ventures e Sócia-fundadora da BAITA Aceleradora)
* Painelistas:
Heloisa Andrade de Paula (CI&T)
Janaína Ruas (Instituto Eldorado)
Stephanie Felipe Stolfo (IBM)

12/nov das 18h às 19h30:
* Painel: Diversidade de gênero na academia
* Mediadora: Profa. Dra. Claudia Bauzer de Medeiros (IC/UNICAMP)
* Painelistas:
Profa. Dra. Sarita Mazzini Bruschi (ICMC/USP)
Prof. Dr. Eduardo Valle (FEEC/UNICAMP)
Flávia Pisani (IC/UNICAMP)
Alexandre Neves Creto (IC/UNICAMP)

Link para transmissão aqui

Documentário Code Girl

Olá!

No final de semana assisti o documentário Code Girl sobre a trajetória de algumas participantes no último Technovation Challenge. O filme vai ser exibido nos EUA e estará disponível no youtube até o dia 5 de novembro.

É bem legal acompanhar as eliminatórias e ver como as meninas lidaram com os imprevistos e críticas. Vai ajudar também quem está com vontade de participar do próximo Technovation e adiantar um pouco como são as fases do processo. As inscrições para o desafio de 2016 estão abertas.

Um Olhar Sobre as Mulheres na Tecnologia

Olá!

Há algum tempo escrevi um texto sobre mulheres na tecncologia para a revista Atittude. Na semana passada recebi a edição impressa, como já foi publicada, compartilho com vocês essa reflexão sobre o nosso papel fundamental para a computação, a redução da quantidade de mulheres nessa área e como estamos trabalhando para contornar esse problema. Confira o texto abaixo. :-)

Nos últimos anos estamos acompanhando o fenômeno de iniciativas para aumentar a participação de mulheres na área de tecnologia da informação e comunicação. Isso pode fazer com que algumas pessoas acreditem que as mulheres sempre desempenharam papéis menores nesse campo atualmente com maioria masculina. Porém, muita gente não sabe que as mulheres foram responsáveis por contribuições essenciais para o avanço da computação. A descoberta que levou ao desenvolvimento do Wifi e bluetooth foi feita por Hedy Lamarr, a invenção do compilador foi feita pela Grace Hopper e a mais famosa delas a Ada Lovelace que é considerada a primeira programadora da história.

Hedy Lammar Grace Hoper Ada Lovelace

Com essas contribuições tão significantes para o nosso avanço tecnológico, pode causar estranhamento notar que a área de tecnologia ­ TI costuma ser rotulada como um campo exclusivamente masculino. Embora não seja possível estimar uma data e os motivos exatos que levaram a redução da participação das mulheres na tecnologia, é possível notar que essa mudança ainda impacta negativamente nos dias atuais. Um exemplo disso pode ser confirmado no último vestibular da USP dos 50 aprovados no curso de Ciência da Computação apenas 4 são mulheres.

Revista

Entre os argumentos para explicar a pequena quantidade de mulheres na tecnologia atualmente, algumas são absurdas como aquela que diz que mulheres são mais capazes para a área de humanas do que para exatas. Sabe­se que as mulheres desde crianças não são estimuladas a conhecerem artefatos tecnológicos tanto quanto os homens e ainda existe preconceito quando elas ingressam em cursos superiores. Pois é comum os relatos de garotas que ouvem dos colegas comentários machistas do tipo “ali não é lugar de mulher” ou que “não precisam estudar porque é certo que vão tirar nota boa com o professor”.

Durante a minha graduação em Desenvolvimento de Sistemas para a Internet no IFMT a turma iniciou com 25 pessoas. Na formatura éramos apenas 6, sendo 4 mulheres e 2 homens e isso foi em 2010. Acredito que até hoje a nossa turma foi a que teve a maior proporção entre homens e mulheres e isso não é comum em cursos de informática.

Gosto de lembrar que na minha turma não houve relatos de preconceito contra as mulheres mesmo quando éramos minoria. Isso é interessante pois acredito que o número reduzido de mulheres na TI não é algo que pode ser explicado apenas pela questão do preconceito. Vale ressaltar que em geral é comum enfrentar obstáculos quando você faz parte da minoria em determinado grupo e isso vale tanto para homens quanto para as mulheres.

As dificuldades encontradas ao longo dos anos pela minoria feminina na computação serviram para as mulheres se unirem para enfrentar esses problemas e assim estão descobrindo formas de modificar esse cenário. Existem várias inciativas pelo mundo com o objetivo de fortalecer a presença feminina nas áreas de exatas e tecnologia, esse é um passo importante principalmente para as garotas que ainda estão decidindo sobre qual campo desejam atuar. O papel desses grupos é fundamental para informá­las de que não há limites, elas podem fazer qualquer escolha e não existe uma área exclusivamente para homens ou para mulheres.

O trabalho desses grupos acontece na área acadêmica, em eventos que possuem propostas de atividades estimulando o aumento de mulheres palestrantes e voltados para o empreendedorismo feminino, outros com oficinas de programação ou então com encontros informais para debater ideias.

Na área acadêmica o projeto Meninas Digitais – Regional Sul sediado na Universidade Federal de Santa Catarina tem desenvolvido um trabalho muito interessante com alunas do ensino médio,abordando palestras com profissionais da computação e também oficinas de robótica e jogos digitais. Já o grupo PyLadies é internacional e no Brasil iniciou os trabalhos em Natal – RN e hoje tem diversos grupos pelo Brasil com o objetivo de criar um ambiente amigável as mulheres na comunidade python.

Outro grupo que é bem atuante na questão de gênero é o PoliGen da Universidade de São Paulo que discute questões de gênero e promove também o hackathon que é uma competição com pessoas de diversas áreas para propor uma solução para determinado problema, muitas vezes o resultado desse trabalho pode ser codificado em forma de aplicativo.

O grupo Mulheres na Tecnologia – MNT mantem um site para a divulgação de notícias e organiza um encontro anual com mulheres ministrando palestras técnicas e não técnicas. Esse tipo de evento é importante para manter a visibilidade feminina na tecnologia mostrando que existem profissionais qualificadas desempenhando papéis relevantes na área.

Poligen Pyladies Meninasdigitais

Mnt
O desafio desses grupos é imenso, pois precisam trabalhar contra estereótipos e vícios culturais que não são simples de resolver. Entretanto, para que essas atividades continuem é fundamental que as pessoas também colaborem visando o fortalecimento e a manutenção desse trabalho. As mulheres estão conseguindo, aos poucos, conquistar lugares de destaque no mercado da tecnologia. Para que esse processo seja contínuo devemos prosseguir estimulando a participação delas na tecnologia, pois a diversidade é a melhor opção para a construção de soluções melhores para a indústria como também para a formação de cidadãos conscientes do seu papel na sociedade.

TI por Elas: Bianca Brancaleone

A Bianca nasceu em São Paulo e atualmente mora em Sorocaba, ela é graduada em Tecnologia em Design de Multimídia, SENAC e pós-graduada em Arquitetura de Informação, pela FIT (Faculdade Impacta de Tecnologia). Hoje vamos aprender sobre design UX e dicas de livros, eventos e também sobre como se qualificar nessa área.

Blog: Qual a sua profissão?

Essa pergunta sobre profissão sempre me deixa confusa, haha! Em formulários daqueles que preenchemos em consultórios, etc., costumo dizer que sou designer, que é mais fácil. Dentro dessa área que convencionou-se a chamar de UX, eu prefiro me encaixar como Arquiteta de Informação, gosto de Designer de Interação e recentemente ouvi o termo “Problem Solver”, que gostei também :)

Hoje atuo principalmente no e-commerce que gerencio com mais um sócio – o Guilherme Serrano – , que é o Eu Compraria! e faço freelas para algumas empresas pela GS Solutions, especializada em soluções web.

Blog: Há quanto tempo você trabalha na área de Design UX?

Comecei meu primeiro estágio de design no primeiro ano da faculdade, aos 17 anos (hoje tenho 27). Acho que descobri Arquitetura de Informação lá pelos 19, mas desde os 13 – 14 anos já fazia cursos na área de web (HTML “na unha”, Flash, Dreamweaver – haha! – Fireworks) tinha blogs, os editava, etc. Então minha bagagem de entender como funciona, pensar nas melhores formas de apresentação de conteúdo e etc. vem de algum tempo já.

Blog: Conte um pouco sobre a sua história na área, o que levou a escolher essa área, se passou por alguma dificuldade na área e quando começou a trabalhar na área.

Meu pai trabalha há muitos anos no SENAC, então tive a sorte de poder fazer muitos cursos livres com bolsa. Eu não via a hora de fazer 13 anos para fazer os cursos voltados para computação, já que essa era a idade mínima. Comecei com Pacote Office e cada vez que um curso estava para terminar eu já pesquisava os próximos que começariam, tinha uma lista de cursos a fazer! Fiz curso de Photoshop (7!), Illustrator, Formação em Web Design, Pacote Macromedia…

Depois de todos esses cursos, foi um passo quase que natural escolher alguma graduação voltada a essa área, e no próprio SENAC tinha esse curso que chamava Design de Multimídia (hoje ele se chama Tecnologia em Produção Multimídia, com a grade um pouco diferente).

Quando soube que passei no vestibular, já coloquei o curso no meu CV e enviei para algumas empresas, no mesmo mês eu já estava contratada em um site de games, antes mesmo das aulas começarem! Antes de escolher o curso fiquei receosa que o mercado não absorveria tão bem um tecnólogo se comparado a um bacharel, mas durante todo o tempo que estive no mercado formal, jamais tive problemas para estar em boas empresas que eu escolhi.

Blog: Existe alguma mulher na área da TI que serve ou serviu de inspiração para você?

Agora pensando nessa pergunta, me lembrei de uma apresentadora do TechCrunch que eu achava demais há aaaanos, a Veronica Belmont, acho que ela foi a primeira mulher que falava de TI que prestei atenção e vi que existiam poucas conhecidas. Hoje acho muito inspirador todos os relatos de mulheres que trabalham na área, criam e buscam o que querem (e não só dentro da área de TI). Uma lista bacana pra se inspirar é essa de “35 mulheres com menos de 35 anos que estão mudando a indústria de tecnologia“.

Blog: Qual a indicação de um livro para iniciantes em design?

Design do dia a dia“, é um livro que abre a cabeça para ver o mundo do design aplicado. Gosto do Human Centered Design Toolkit (de graça!) da IDEO sobre Design Thinking também, pois design sem saber como ouvir o outro. Para quem quer conhecer profundamente Arquitetura de Informação <3, o Information Architecture for the World Wide Web, Designing Large-Scale Web Sites é maravilhoso.

Blog: Qual a indicação de um site de design UX?

São tantas coisas boas por aí! Recomendo acompanhar algumas comunidades no Facebook que sempre compartilham ótimos materiais como a UX Design e a Arquitetura de Informação. O site uxdesign.cc tem muitas referências, de livros a eventos e ferramentas.

Blog: Atualmente é bem comum a gente ver o termo design UX, mas qual é a diferença entre o design UI e o design UX?
UI é User Interface, ou seja, o design da interface em si.

Assim como o Design Thinking, que é uma prática que deve ser difundida em toda a equipe quando empresas desejam implementá-la, vejo o mesmo com UX, ou User Experience: deve ser um pensamento da equipe, ou seja, várias pessoas envolvidas em desenvolver uma boa experiência para o usuário, e isso inclui planejamento, passando pelo arquiteto de informação, designer, desenvolvedor, especialista em SEO e por aí vai.

Li uma frase esses dias do Donald Norman que diz o seguinte: “I invented the term [user experience] because I thought human interface and usability were too narrow: I wanted to cover all aspects of the person’s experience with a system, including industrial design, graphics, the interface, the physical interaction, and the manual. Since then, the term has spread widely, so much so that it is starting to lose its meaning.” – 1998. Podemos ver então que, em seu sentido original, UX engloba muitas áreas de um projeto.

Blog: Qual evento que você indica na área de design?

Não é especificamente de design, mas eu sou apaixonada pelo Campus Party – são tantas informações, assuntos interligados, grandes nomes de TI que é uma semana que muda seu ano, todos os anos!

Gosto muito dos eventos que o Google organiza também, como o DevFest – vale a pena procurar por GDG (Google Developer Group) na sua cidade e buscar eventos organizados por eles também, sempre tem coisa boa!

Blog: Você participa de algum grupo que promove a participação das mulheres na TI?

Participo de vários! Sou super entusiasta de estimular mais mulherem em TI . Faço parte do Women Techmakers de Sorocaba (iniciativa do Google que visa discutir e incluir mais mulheres na área) e fui mentora no Technovation Challange 2015 aqui em Sorocaba também, que é uma competição global para que meninas entre 11 e 18 anos desenvolvam um aplicativo desde seu planejamento até o desenvolvimento e publicação. Online, tenho gostado muito do grupo Mulheres Desenvolvedoras – Brasil – apesar de não ser minha área, sempre aparecem links e oportunidades legais, as meninas são ótimas!

Blog: Qual a sua mensagem de incentivo para as mulheres que trabalham na TI?

Persistam! Se por algum motivo estiverem pensando em desistir, procurem apoio, conversem, façam o possível para mudar – existem diversos grupos de mulheres de braços e ouvidos abertos para ajudar! Sejam exemplos para novas gerações e continuem até se sentirem orgulhosas!

Blog: Qual o seu contato para quem quiser trocar ideias?

Meu FB e meu email é contato.bianca@gmail.com

Um dia de inspiração no Espaço Mulheres Executivas Paraná

Na última sexta-feira (18/09) assisti o painel “Mulheres Executivas, exemplos que inspiram, ideias que transformam!” organizado pelo Mulheres Executivas Paraná – MEX.

A mediadora foi a Solange Fusco – Gerente de Comunicação da Volvo com mais três debatedoras: Margaret Groff – Diretora Executiva Financeira da Itaipu; Elizabeth Loures – Sócia proprietária da TransTupi; e Andréia Dutra – Diretora de RH Brasil da Sodexo (na foto abaixo respectivamente da esquerda para direta).

Durante a apresentação das participantes, a Elizabeth Loures compartilhou a sua história de vida que é inspiradora pela simplicidade e poder transformador. Ela contou que liderou o grupo de jovem na igreja e que por ela ser de uma família onde era comum o pensamento de que a mulher não precisaria trabalhar, foi uma mudança grande quando ela dediciu traçar o caminho no mundo dos negócios e hoje ela divide com o marido as responsabilidades de liderar a empresa da família.

A Andréia Dutra tem uma trajetória de vida que cruza em muitos aspectos com a da Elizabeth. Ela nasceu em Bagé – RS e contou que sempre foi muito determinada desde criança quando convivia com os 3 irmãos. Ela conta que a trajetória como executiva foi algo que aconteceu naturalmente a medida que ela buscou as oportunidades e qualificação para atuar na área, mesmo com a mudança de cidade por conta do emprego ela consegue conciliar o trabalho com a rotina familiar.

A Margaret Groff contou que como muitos brasileiros, vem de uma família muito simples que vivia da agricultura. Ela acredita que recebeu desde cedo os valores sobre equidade de gênero da própria mãe que aplicava esses conceitos em casa. Ela acredita que medidas como código de conduta reduzem os casos de assédio moral e é a favor de programas de equidade de gêneros. A Margaret mencionou que a partir de um projeto de equidade é que conseguiu chegar ao cargo de diretoria, pois ela estava no mesmo cargo havia 15 anos.

A Solange Fusco é de Paranavaí – PR, e com a sua determinação mudou do interior para a capital para cursar a graduação e ainda conseguiu um emprego na primeira semana de aula, contrariando as expectativas dos colegas que não acreditavam que seria possível.

Foi uma manhã muito produtiva, tive a oportunidade de conhecer mulheres com trajetórias incríveis e ver um debate muito bom durante o painel. Esse é o tipo de discussão que leva a reflexão de que nós podemos mais e que devemos debater bastante sobre a questão da mulher como líder e buscar fomentar esse tipo de debate nos nossos círculos sociais e nas empresas. Durante o debate foi abordada a questão da liderança feminina, a adaptação as diferentes formas de liderança, como conciliar os objetivos pessoais e profissionais, a questão de gênero em grandes empresas e as mulheres em conselhos diretores.

Nesse dia também entrevistei a Regina Arns – presidente do MEX, que contou como surgiu o grupo, as iniciativas e suas publicações. Confira a entrevista abaixo.

Blog: Como iniciaram as atividades do Espaço Mulheres Executivas?

Aconteceu em 2006 em um grupo de executivas em um espaço de desenvolvimento quando começaram a discutir como seria possível conseguir o equilibrio profissional e pessoal. Na época me apresentaram para a Maria Fernanda Teixeira que era presidente de grupo de executivas em São Paulo, mas sem intenção maior eu fui saber mais pela curiosidade, porque eu ouvia falar que lá ela tinha esse espaço de discussão, networking e business.

E ela me motivou muito a desenvolver essa proposta em Curitiba – PR e começou a trazer algumas informações que eram fatos novos. Foi assim que ela passou a ser a madrinha do grupo e formamos um conselho, uma diretoria e começamos a trazer dentro desse modelo de São Paulo a mesma proposta para Curitiba.

Blog: Nos conte sobre o projeto Projeto Retratos de carreiras e Políticas de Diversidade de Gênero

Em 2012 foi lançado o livro “Mulheres, elas fazem história. Experiências profissionais, Práticas Empresariais e Reflexões sobre a Liderança Feminina” e são vários depoimentos de executivas e que tem inspirado outras mulheres, mas foi uma edição com poucos exemplares e não poderia ser comercializada porque foi publicada pelo Ministério da Cultura/Lei Rouanet.

Este ano nós buscamos fazer em um formato diferente, trazendo retratos de carreiras, compartilhando histórias um pouco mais extensas que estão disponíveis no site para inspirar outras mulheres nas suas trajetórias profissionais. Em 2014 foi publicada a 2ª edição do livro – “Mulheres Executivas, Oportunidades iguais exigem escolhas diferentes. Experiências, Práticas Empresariais, Reflexões sobre a Carreira e Estilo de vida” que está disponível para venda para que mais pessoas tenham acesso a essa publicação.

Já as políticas de diversidade de gênero, estamos estimulando o grupo e as empresas que participam do MEX a terem essas políticas escritas para servir de exemplo para outras organizações

Blog: Quais são as dicas para mulheres que desejam empreender e iniciar o próprio negócio?

Buscar conhecimento na área e em empreendedorismo fortalece para abrir seu próprio negócio, buscar se associar as mulheres empreendedoras, executivas para se fortalecer e conhecer outras históricas, ter vontade e alegria.

Blog: A sua visão sobre equidade de gênero mudou depois que começou a participar do MEX?

Até começar a conduzir o grupo eu não entendia isso como importante porque considerava que com competência não teria distinção de gênero. Mas isso mudou quando o grupo iniciou e conheci outras histórias e pesquisas sobre o assunto.

Se continuarmos no mesmo ritmo vai levar 81 anos para alcançar a equidade de gênero. O Brasil, dentro da America Latina é um país que tem uma expressão muito baixa a nível de crescimento de mulheres em cargos de liderança.

Nos últimos 10 anos não chegamos a 10% no número de mulheres em altos cargos de liderança. Nós temos que trazer discussões como essa nos fortalecemos em encontros como este, trazermos reflexões para pensarmos no assunto e trazermos mais mulheres.

Blog: Qual a sua opinião sobre cota para mulheres em cargo de diretoria, sabemos que a Luiza Trajano mencionou ser a favor dessa medida como forma transitória para diminuir a desigualdade atual.

Os países desenvolvidos já trabalham com a lei da cota e muitas vezes até mesmo as mulheres se questionam sobre a necessidade de existir a cota. As experiências de países como França, Suécia e Noruega tratam isso como um período de ajuste, para acelerar esse processo com uma data para iniciar e terminar para que não demore tantos anos para que essa mudança aconteça. Mas é um ponto bem discutível principalmente para nós mulheres.

O mercado de trabalho foi desenhado para os homens e não para as mulheres, mas se a gente não tiver essa participação de uma forma mais expressiva em cargos de liderança a gente não mudará essa realidade, continuará igual, então a gente tem que trazer de uma forma mais intensa essa reflexão. Talvez seja pelas cotas, só pelo fato de se falar em contas já está se trazendo essa reflexão de forma mais acelerada.

Da esquerda para direta: Andréia Dutra, Margaret Groff, Elizabeth Loures, Solange Fusco, Regina Arns, e participante.

Todas as participantes no encerramento do encontro.

Participe da Pesquisa: Mulheres na Tecnologia: Estereótipos femininos no mercado de TI

Na semana passada recebi a pesquisa da Mayara Viana que é estudante do último ano de Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Ela está fazendo o trabalho de conclusão de curso sobre “Mulheres na Tecnologia: Estereótipos femininos no mercado de TI”.

Para responder a essa pesquisa você precisa atender aos requisitos abaixo.

Requisitos para responder a pesquisa:

- Mulheres;

- Formação em: Engenharia de Computação, Ciência da Computação ou Sistemas de Informação;

- Atuação de 3 a 10 anos no seguimento de tecnologia.

Acesse o link da pesquisa aqui.

Se você tiver alguma dúvida pode entrar em contato com a Mayara no email mayaracmv92@gmail.com

TI por Elas: Nathalia Patrício

Hoje vamos conhecer a Nathalia Patrício que é de São Paulo e atua nas áreas de Engenharia de Software e desenvolvimento, ela é Assessora Técnica do Comitê Gestor da Internet no Brasil,Professora do Curso Técnico em Informática para Internet do Centro Paula Souza e Professora do Curso “Programador de Sistemas” do SENAC São Paulo.

Além disso, ela é graduada em Engenharia da Computação pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e possui Mestrado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Sub-área de estudo foi engenharia de software). Vamos conferir agora a trajetória dessa profissional que certamente vamos nos ensinar muito na entrevista de hoje!

Blog: Conte um pouco sobre a sua história na área, o que levou a escolher a TI, se passou por alguma dificuldade na área e quando começou a trabalhar na área.

Sempre gostei muito de estudar e tinha uma inclinação grande para matemática durante a escola. Já no ensino médio, passei a ter aulas de informática com um professor que me ensinou um pouco de HTML e Flash. Eu simplesmente amei e tive certeza que queria ir para essa área. Comecei a aprender mais HTML por conta própria. Decidi fazer engenharia da computação, pois achei que era um curso mais amplo e que depois iria poder trabalhar em diversas áreas, enquanto uma ciência da computação tem um foco maior em software. Comecei a trabalhar na área no segundo ano da faculdade, quando comecei a estagiar em um laboratório de pesquisa da própria faculdade. Comecei a trabalhar nessa época, pois queria já ver como seria a prática da profissão.

Trabalhando na área acadêmica eu não enfrentei muitas dificuldades em relação ao fato de ser mulher, até porque trabalhava em uma equipe multidisciplinar e haviam muitas mulheres na equipe dos projetos em que participei. Quando fui para o mercado de trabalho posteriormente, tive alguma dificuldade pelo descrédito que alguns colegas homens dão para o seu trabalho por você ser mulher, ou ter que aguentar piada de mulher todos os dias. Às vezes, você escuta cada uma que nem acredita. Ou pior, quando não escuta porque a situação fica velada e só comentam nas suas costas. Você percebe que estão falando de você, mas quando você aparece fingem que não estão. Mas essas dificuldades não me fizeram nunca pensar em desistir da área. Na verdade, até me fazem querer ser mais ativa e mostrar que dá sim para ser mulher e trabalhar na área.

Blog: Existe alguma mulher na área da TI que serve ou serviu de inspiração para você?

Sempre gosto de conhecer história de mulheres importantes para a história da computação e da tecnologia no geral. Acho que isso me ajuda a sentir que posso fazer algo para mudar o mundo. A primeira mulher que conheci um pouco a história foi a Ada Byron e isso me marcou muito, pois estava na faculdade na época e sentia falta de ver mulheres na área. Saber que o primeiro programador da história foi uma mulher na verdade foi algo que me inspirou a persistir na computação.

Blog: Qual a sua indicação de um livro para iniciantes em TI?

Existem diversos livros técnicos bons. Mas quero aqui indicar livros de biografia. Acho importante conhecer um pouco da história da tecnologia, algo que tenho certeza que você não aprenderá na faculdade: Iwoz – a Verdadeira História da Apple Segundo Seu Cofundador e 100 Mulheres que Mudaram a História do Mundo.

Blog: Qual a sua indicação de um site de TI?

Acho muito importante para todas que se apropriem da programação e sua lógica, mesmo que não atue como programadora posteriormente. Para isso, indico os sites CodeAcademy e Code.org. Se quiser avançar um pouco mais tem o KhanAcademy e o CodeSchool.

Blog: Qual evento na área de TI que você indica?

Para aqueles que curtem a área de Web, indico a Conferência Web.br do W3C Brasil (http://conferenciaweb.w3c.br/). Puxando a sardinha para onde trabalho, vejam a lista de eventos relacionados à Internet que organizamos: http://cgi.br/eventos/agenda/organiza/. São vários eventos interessantes.

Blog: Na sua percepção (cotidiano de trabalho e vida pessoal) o número de mulheres na TI aumentou nos últimos anos ou diminuiu?

Acredito nos últimos 5 anos tenha tido um pequeno aumento, ou pode ser que agora eu tenho procurado enxergar mais essa questão de gênero e tenho conhecido mais mulheres da área. Mas se analisarmos estatísticas de um período maior de tempo, algo como 30 anos, veremos que houve de fato uma redução.

O que tenho visto que tem me deixado esperançosa é uma união maior entre as mulheres da área de TI e outras áreas correlatas, o que é muito bom. Quando fazia faculdade não existia muito espaço para se discutir essa problemática de ter poucas mulheres nas áreas de exatas no geral. Mas agora vejo esse espaço se criando e se consolidando aos poucos, em especial nas universidades. O mercado de trabalho ainda está começando a se preocupar com isso e algumas poucas empresas estão se engajando nesse diálogo.
Na minha opinião, o que contribui para o cenário atual é uma questão cultural. Meninas são desencorajadas o tempo todo para a área de exatas. Essa semana mesmo, estava em um laboratório de eletrônica da instituição onde trabalho e tive que escutar que ali não era lugar de mulher. Coisas dessas repetidas milhares de vezes para você, principalmente quando você é criança, acabam por se tornar verdade na sua cabeça, né?

Blog: Você participa de algum grupo que promove a participação das mulheres na TI? Se não participa, tem algum que você considera que faz um trabalho bacana?

Participo como mentora do Poligen – Grupo de Estudos de Gênero da Poli. Na verdade, esse grupo não promove a participação apenas de mulheres na TI, mas sim nas ciências exatas como um todo, em especial na Engenharia, que é a minha área de formação. Mas, no geral, os problemas enfrentados e os debates são muito similares. Nesse grupo, eu sou mentora de uma estudante do primeiro ano de engenharia, tendo como objetivo acompanhá-la e acolhê-la nesse ambiente que pode ser muito assustador e machista.

Acompanho também outros grupos e debates, principalmente através da Internet, como o MariaLab Hackerspace, o Mulheres na Tecnologia (MNT) e o Mulheres na Computação. Participo quando possível de eventos com a temática, como a Virada Feminista que ocorreu recentemente em São Paulo, Ada Lovelace Day na USP Leste e o Dia da Mulher na Poli, onde fui falar sobre mulheres na computação. Já fui tutora do RodAda Hacker, que é um oficina de programação para meninas e mulheres, bem como mentora de grupos do Technovation Challenge, que é uma competição de empreendedorismo para meninas, na qual as competidoras devem desenvolver um app para celular e seu plano de negócios.

Blog: Qual a sua mensagem de incentivo para as mulheres que trabalham na TI?

Lugar de mulher é onde ela quiser, não deixe te convencerem do contrário. A TI é lugar de mulher sim, assim como a eletrônica e a engenharia. Mesmo perante as dificuldades não desista, pois iremos ajudar a transformar o mundo. Toda mudança é demorada, mas vai acontecer.

Blog: Seu contato em site ou redes sociais que podem ser divulgados na publicação para quem quiser falar com você.

Twitter: @nathysautchuk
Site: http://nathalia.patricio.eng.br/

Você conhece o JS4Girls?!

Esta semana vi a divulgação do JS4Girls em Curitiba e procurei mais informações sobre o projeto. O legal é que tem em várias cidades do Brasil e quem sabe pode ter uma perto de você. Em Curitiba infelizmente as vagas para o curso do dia 12/09 acabaram, mas você pode tentar a sorte e ficar na lista de espera para ver se alguém desiste.

O que é o JS4Girls?

“A ideia eh que apenas a primeira aula seja dada presencialmente, 6 horas, com o evento tendo 8 horas ao total, sendo 1 de almoço e 2 intervalos de coffe break de 30 min. A aula será dada por cada garota que organizar o evento em sua cidade.
O conteúdo já foi criado, mas qm quiser contribuir é só entrar em contato pela página no facebook.
O evento será feito mensal ou bimensal dependendo da procura por cidade.” Fonte

Para saber sobre eventos em Porto Alegre, Natal, Santos, São Paulo e outras cidades clique aqui

Participe do Encontro GruPyPR e PyLadies

A galera de Curitiba – PR tem que conferir amanhã o Encontro GruPyPR e PyLadies que vão acontecer na Aldeia Coworking!

Horário: 18:00 às 22:00hs

Data: 09/09/2015.

Local: Rua Marechal Deodoro, 262 – 1º andar – Galeria Suissa

Quais serão as atividades?

Vamos continuar a organizar o grupo e seus projetos.

Vamos ter um painel de assuntos onde os presentes listaram tópicos de seus interesse e vamos discutindo eles ao longo da noite.

• Falar sobre participação no Software Freedom Day(http://softwarelivre.org/sfd2015-curitiba)

• Revisar e criar as tarefas criadas pelo grupo para app do cwbmess(https://github.com/GruPyPR/cwbmess).

• Continuar a desenvolver o findresistor(https://github.com/GruPyPR/findresistor)

• Migração da tradução do Django do repositório do django-brasil para o transifex.

Para saber mais e/ou confirmar a sua presença acesse aqui

Fonte: http://www.meetup.com/pt/GruPy-PR/events/225094006/