Mulheres na Tecnologia: As Principais Notícias de 2015 (Parte 1)

A pequena presença de mulheres na tecnologia é conhecida por todos os estudantes e profissionais da área. Diante deste fato, iniciativas isoladas começaram a surgir em busca de mais mulheres na tecnologia. Estes grupos aumentaram em tamanho e quantidade e se fizeram ouvir. Enquanto em anos anteriores (2010 a 2014, por exemplo) pouco se falava sobre o assunto, 2015 foi o ano em que o tema ganhou espaço nos veículos online de notícias em vários momentos.

Os artigos publicados falavam desde a falta de mulheres na tecnologia até a importância sobre se ter mais mulheres na TI. Para tentar entender por que as mulheres, apesar de grandes consumidoras de tecnologia, não fazem desta sua opção de carreira profissional, os artigos buscaram explicações nas raízes culturais, educacionais e machistas que permeiam a nossa sociedade. Para mostrar por que a presença de mais mulheres na TI é importante, as argumentações focam a importância da diversidade nas equipes de trabalho para que se tenha ambiente de trabalho mais produtivo e criativo e produtos melhor adaptados aos diversos tipos de consumidores.

Assim, este artigo apresenta uma coletânea das principais notícias relacionadas ao tema “mulheres e tecnologia” publicadas ao longo de 2015. É uma espécie de retrospectiva. A primeira parte deste artigo é formada por algumas das notícias que falaram sobre a baixa presença de mulheres na tecnologia e as possíveis explicações para este fato.

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UTFPR: Inscrições abertas para Mestrado e Doutorado

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná está com inscrições abertas para os cursos de mestrado e doutorado, então corre lá no site para conferir!

utfpr

“Estão abertas os processos seletivos de 19 programas de pós-graduação na UTFPR. Ao todo, são mais de 450 vagas distribuídas em cursos em nível de mestrado acadêmico, mestrado profissional e doutorado nos Câmpus Curitiba, Londrina, Pato Branco, Francisco Beltrão e Ponta grossa.” Fonte: site UTFPR

Para mais informações clique aqui.

 

TI por Elas: Marjori Klinczak

Olá pessoal!

Hoje temos a entrevista com a Marjori Klinczak, ela é de Curitiba, mas mora em  Campina Grande do Sul – PR.  Ela atua na área de Desenvolvimento web/ mobile, mineração de dados em redes sociais, é fundadora da empresa Mosaic Web onde trabalha com desenvolvimento web e mobile.

Além disso, é professora de matemática, física e informática desde o ensino médio até o superior e é assistente acadêmica responsável pelos cursos de TI da faculdade Fael. Agora vamos conhecer um pouco mais sobre a trajetória da Marjori!

Blog: Qual a sua formação profissional?
Graduada em Sistemas para Internet – FAE. Cursei Mestrado em computação aplicada – UTFPR, pós graduação em Desenvolvimento para mercados internacionais – UFPR e cursando os cursos de pós-graduação em Docência no Ensino Superior – FATEC (concluindo), Desenvolvimento web e mobile – Estácio de Sá (concluindo) e EAD e novas tecnologias – FAEL (concluindo).

Blog: Como foi a sua trajetória na área, o que levou a escolher a TI, já  passou por alguma dificuldade na área e quando começou a trabalhar na área?
Na época do ensino médio caiu uma apostila de html, php e apache na minha mão, uma conhecida estava fazendo o curso e gazeando as aulas, e pediu para que eu vendesse as tarefas para ela, nunca havia tido contato com nada do tipo, mas rapidamente conseguir dominar html, php e através do site apostilando.com fui atras de outros materiais para continuar estudando, inclusive outras linguagens.

Em 2012 decidi abrir minha própria empresa pois nunca aceitei trabalhar como CLT, e através disso comecei a trabalhar como PJ e não mais por contratos fechados.

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Homenagem a uma grande mulher guerreira e incentivadora

Antes de tudo, que fique claro: Somos mulheres, cursando Sistemas de Informação e gostamos disso.
Depoimento que talvez se identifique. Que talvez te inspire.
Como uma mulher pode fazer parte desse universo? Onde desde as salas de aulas, a porcentagem do gênero é reduzida? Os “pré” conceitos estabelecidos parecem não poder evoluir com a mesma paridade da área. A tecnologia evolui, mas por que não podemos crescer e sermos simplesmente, o que quisermos?
Eu sou a Munike, sou do time das – poucas – meninas de S.I. do meu campus. Preciso dizer que a área de TI nunca foi a minha primeira opção de curso, que nunca imaginei me deparar com uma realidade tão machista, hostil e desigual entre os gêneros, que me sentia estranha e desmotivada por fazer essa escolha e que no primeiro ano de faculdade pensei inúmeras vezes em desistir. Sim, eu também passei por isso. Tudo isso deve-se em função de tantos esteriótipos de que homens tem mais facilidade do que as mulheres em ciências exatas, e por isso acreditamos nunca conseguir fazer aquilo, exatamente por ser MULHER. Bobagem! Você consegue fazer o que quiser.
Meu nome é Thalia, e como a Munike eu também não imaginava que cursaria algo em TI, mas do nada, lá se vai seu Ensino Médio e você sabe que agora precisa decidir. Não é algo fácil, a pressão te cerca de todos os lados e nem tudo é como parece ser. Aluna de curso técnico em Informática integrado ao Ensino Médio, apaixonada pelo curso, mas com medo… Como escolher algo que em tese, seria para a vida toda? E se isso não fosse possível? Será que podemos ter sucesso? Como aliar um curso a algo que gosta, como ser professora? Um curso que em suma, possui apenas professores. Não professorAS.

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TI por Elas: Daniela Feitosa

Olá! A entrevistada de hoje é a Daniela Feitosa, ela é de Salvador, trabalha na TI desde 2004, ela é graduada em Ciência da Computação / UFBA e atualmente cursa mestrado em Ciência da Computação / UFBA e atua como Desenvolvedora de Software – Colivre e Pesquisadora bolsista em Engenharia de Software – LAPPIS/UNB.

Blog: Pode nos contar um pouco sobre a sua história na área?

A escolha por TI foi por eliminação das outras opções :D
Na época da inscrição pro vestibular não sabia qual curso ia escolher, só sabia que seria algum curso da área de exatas. Era início dos anos 2000 e não dava pra contar com a internet para tentar entender como seria trabalhar em cada uma das áreas e ajudar na escolha, então li as descrições dos cursos e fui eliminando os que achava que tinham nada a ver comigo. No final, três opções ficaram empatadas como não-rejeitadas e não tinha mais nenhum critério objetivo para desempatar.

Eu gostava de usar o computador e acompanhei um pouco quando minha mãe fez um curso de processamento de dados em 1997-1998. Ainda não conseguia me imaginar trabalhando com TI, mas achava que pelo menos o curso ia ser interessante. E assim escolhi Ciência da Computação.

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TI por Elas: Mary Camila

Olá!

Depois de um tempo fora do ar estamos de volta entrevistando mulheres inspiradoras! Hoje vamos conhecer um pouco sobre a trajetória da Mary Camila! Ela nasceu em Xânxere – SC e atualmente mora atualmente em Curitiba – PR, trabalha há 3 anos na área de desenvolvimento de software e é Programadora na empresa Villa IT.

Blog: Conte um pouco sobre a sua história na área, o que levou a escolher a TI, se passou por alguma dificuldade na área e quando começou a trabalhar na área.

Quando eu tinha 13 anos minha mãe pediu para que eu fizesse um curso de informática, pois ela dizia que seria muito útil futuramente (e não é que foi mesmo =D) e neste curso tive uma introdução a programação e foi nesse momento que me apaixonei pela área. O simples fato de eu fazer uma página com um Hello World me fascinou! A partir deste momento decidi que iria continuar na área de TI. Com 17 anos comecei Sistemas de Informação na UTFPR, porém por problemas pessoais tive que deixar mas não parei por aí, logo entrei no Colégio Estadual do Paraná para cursar o técnico em Programação.

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Imperdível! Ada Lovelace 200 anos

Olá!

Recebi por email a notícia de um evento comemorativo dos 200 anos da Ada Lovelace e para melhorar ainda mais a notícia terá transmissão ao vivo! Essa não tem como perder!

Ada

10/nov das 13h às 14h:

Palestra – Ada, a Máquina Analítica e seus Desdobramentos.
* Palestrante: Dra. Artemis Moroni (CTI Renato Archer)

11/nov das 18h às 19h30:

Painel: Diversidade de gênero na indústria
* Mediadora: Rosana Jamal (Presidente da UNICAMP Ventures e Sócia-fundadora da BAITA Aceleradora)
* Painelistas:
Heloisa Andrade de Paula (CI&T)
Janaína Ruas (Instituto Eldorado)
Stephanie Felipe Stolfo (IBM)

12/nov das 18h às 19h30:
* Painel: Diversidade de gênero na academia
* Mediadora: Profa. Dra. Claudia Bauzer de Medeiros (IC/UNICAMP)
* Painelistas:
Profa. Dra. Sarita Mazzini Bruschi (ICMC/USP)
Prof. Dr. Eduardo Valle (FEEC/UNICAMP)
Flávia Pisani (IC/UNICAMP)
Alexandre Neves Creto (IC/UNICAMP)

Link para transmissão aqui

Documentário Code Girl

Olá!

No final de semana assisti o documentário Code Girl sobre a trajetória de algumas participantes no último Technovation Challenge. O filme vai ser exibido nos EUA e estará disponível no youtube até o dia 5 de novembro.

É bem legal acompanhar as eliminatórias e ver como as meninas lidaram com os imprevistos e críticas. Vai ajudar também quem está com vontade de participar do próximo Technovation e adiantar um pouco como são as fases do processo. As inscrições para o desafio de 2016 estão abertas.

 

Um Olhar Sobre as Mulheres na Tecnologia

Olá!

Há algum tempo escrevi um texto sobre mulheres na tecncologia para a revista Atittude. Na semana passada recebi a edição impressa, como já foi publicada, compartilho com vocês essa reflexão sobre o nosso papel fundamental para a computação, a redução da quantidade de mulheres nessa área e como estamos trabalhando para contornar esse problema. Confira o texto abaixo. :-)

Nos últimos anos estamos acompanhando o fenômeno de iniciativas para aumentar a participação de mulheres na área de tecnologia da informação e comunicação. Isso pode fazer com que algumas pessoas acreditem que as mulheres sempre desempenharam papéis menores nesse campo atualmente com maioria masculina. Porém, muita gente não sabe que as mulheres foram responsáveis por contribuições essenciais para o avanço da computação. A descoberta que levou ao desenvolvimento do Wifi e bluetooth foi feita por Hedy Lamarr, a invenção do compilador foi feita pela Grace Hopper e a mais famosa delas a Ada Lovelace que é considerada a primeira programadora da história.

Hedy Lammar Grace Hoper Ada Lovelace

Com essas contribuições tão significantes para o nosso avanço tecnológico, pode causar estranhamento notar que a área de tecnologia ­ TI costuma ser rotulada como um campo exclusivamente masculino. Embora não seja possível estimar uma data e os motivos exatos que levaram a redução da participação das mulheres na tecnologia, é possível notar que essa mudança ainda impacta negativamente nos dias atuais. Um exemplo disso pode ser confirmado no último vestibular da USP dos 50 aprovados no curso de Ciência da Computação apenas 4 são mulheres.

Revista

Entre os argumentos para explicar a pequena quantidade de mulheres na tecnologia atualmente, algumas são absurdas como aquela que diz que mulheres são mais capazes para a área de humanas do que para exatas. Sabe­se que as mulheres desde crianças não são estimuladas a conhecerem artefatos tecnológicos tanto quanto os homens e ainda existe preconceito quando elas ingressam em cursos superiores. Pois é comum os relatos de garotas que ouvem dos colegas comentários machistas do tipo “ali não é lugar de mulher” ou que “não precisam estudar porque é certo que vão tirar nota boa com o professor”.

Durante a minha graduação em Desenvolvimento de Sistemas para a Internet no IFMT a turma iniciou com 25 pessoas. Na formatura éramos apenas 6, sendo 4 mulheres e 2 homens e isso foi em 2010. Acredito que até hoje a nossa turma foi a que teve a maior proporção entre homens e mulheres e isso não é comum em cursos de informática.

Gosto de lembrar que na minha turma não houve relatos de preconceito contra as mulheres mesmo quando éramos minoria. Isso é interessante pois acredito que o número reduzido de mulheres na TI não é algo que pode ser explicado apenas pela questão do preconceito. Vale ressaltar que em geral é comum enfrentar obstáculos quando você faz parte da minoria em determinado grupo e isso vale tanto para homens quanto para as mulheres.

As dificuldades encontradas ao longo dos anos pela minoria feminina na computação serviram para as mulheres se unirem para enfrentar esses problemas e assim estão descobrindo formas de modificar esse cenário. Existem várias inciativas pelo mundo com o objetivo de fortalecer a presença feminina nas áreas de exatas e tecnologia, esse é um passo importante principalmente para as garotas que ainda estão decidindo sobre qual campo desejam atuar. O papel desses grupos é fundamental para informá­las de que não há limites, elas podem fazer qualquer escolha e não existe uma área exclusivamente para homens ou para mulheres.

O trabalho desses grupos acontece na área acadêmica, em eventos que possuem propostas de atividades estimulando o aumento de mulheres palestrantes e voltados para o empreendedorismo feminino, outros com oficinas de programação ou então com encontros informais para debater ideias.

Na área acadêmica o projeto Meninas Digitais – Regional Sul sediado na Universidade Federal de Santa Catarina tem desenvolvido um trabalho muito interessante com alunas do ensino médio,abordando palestras com profissionais da computação e também oficinas de robótica e jogos digitais. Já o grupo PyLadies é internacional e no Brasil iniciou os trabalhos em Natal – RN e hoje tem diversos grupos pelo Brasil com o objetivo de criar um ambiente amigável as mulheres na comunidade python.

Outro grupo que é bem atuante na questão de gênero é o PoliGen da Universidade de São Paulo que discute questões de gênero e promove também o hackathon que é uma competição com pessoas de diversas áreas para propor uma solução para determinado problema, muitas vezes o resultado desse trabalho pode ser codificado em forma de aplicativo.

O grupo Mulheres na Tecnologia – MNT mantem um site para a divulgação de notícias e organiza um encontro anual com mulheres ministrando palestras técnicas e não técnicas. Esse tipo de evento é importante para manter a visibilidade feminina na tecnologia mostrando que existem profissionais qualificadas desempenhando papéis relevantes na área.

Poligen Pyladies Meninasdigitais

Mnt
O desafio desses grupos é imenso, pois precisam trabalhar contra estereótipos e vícios culturais que não são simples de resolver. Entretanto, para que essas atividades continuem é fundamental que as pessoas também colaborem visando o fortalecimento e a manutenção desse trabalho. As mulheres estão conseguindo, aos poucos, conquistar lugares de destaque no mercado da tecnologia. Para que esse processo seja contínuo devemos prosseguir estimulando a participação delas na tecnologia, pois a diversidade é a melhor opção para a construção de soluções melhores para a indústria como também para a formação de cidadãos conscientes do seu papel na sociedade.

TI por Elas: Bianca Brancaleone

A Bianca nasceu em São Paulo e atualmente mora em Sorocaba, ela é graduada em Tecnologia em Design de Multimídia, SENAC e pós-graduada em Arquitetura de Informação, pela FIT (Faculdade Impacta de Tecnologia). Hoje vamos aprender sobre design UX e dicas de livros, eventos e também sobre como se qualificar nessa área.

Blog: Qual a sua profissão?

Essa pergunta sobre profissão sempre me deixa confusa, haha! Em formulários daqueles que preenchemos em consultórios, etc., costumo dizer que sou designer, que é mais fácil. Dentro dessa área que convencionou-se a chamar de UX, eu prefiro me encaixar como Arquiteta de Informação, gosto de Designer de Interação e recentemente ouvi o termo “Problem Solver”, que gostei também :)

Hoje atuo principalmente no e-commerce que gerencio com mais um sócio – o Guilherme Serrano – , que é o Eu Compraria! e faço freelas para algumas empresas pela GS Solutions, especializada em soluções web.

Blog: Há quanto tempo você trabalha na área de Design UX?

Comecei meu primeiro estágio de design no primeiro ano da faculdade, aos 17 anos (hoje tenho 27). Acho que descobri Arquitetura de Informação lá pelos 19, mas desde os 13 – 14 anos já fazia cursos na área de web (HTML “na unha”, Flash, Dreamweaver – haha! – Fireworks) tinha blogs, os editava, etc. Então minha bagagem de entender como funciona, pensar nas melhores formas de apresentação de conteúdo e etc. vem de algum tempo já.

Blog: Conte um pouco sobre a sua história na área, o que levou a escolher essa área, se passou por alguma dificuldade na área e quando começou a trabalhar na área.

Meu pai trabalha há muitos anos no SENAC, então tive a sorte de poder fazer muitos cursos livres com bolsa. Eu não via a hora de fazer 13 anos para fazer os cursos voltados para computação, já que essa era a idade mínima. Comecei com Pacote Office e cada vez que um curso estava para terminar eu já pesquisava os próximos que começariam, tinha uma lista de cursos a fazer! Fiz curso de Photoshop (7!), Illustrator, Formação em Web Design, Pacote Macromedia…

Depois de todos esses cursos, foi um passo quase que natural escolher alguma graduação voltada a essa área, e no próprio SENAC tinha esse curso que chamava Design de Multimídia (hoje ele se chama Tecnologia em Produção Multimídia, com a grade um pouco diferente).

Quando soube que passei no vestibular, já coloquei o curso no meu CV e enviei para algumas empresas, no mesmo mês eu já estava contratada em um site de games, antes mesmo das aulas começarem! Antes de escolher o curso fiquei receosa que o mercado não absorveria tão bem um tecnólogo se comparado a um bacharel, mas durante todo o tempo que estive no mercado formal, jamais tive problemas para estar em boas empresas que eu escolhi.

Blog: Existe alguma mulher na área da TI que serve ou serviu de inspiração para você?

Agora pensando nessa pergunta, me lembrei de uma apresentadora do TechCrunch que eu achava demais há aaaanos, a Veronica Belmont, acho que ela foi a primeira mulher que falava de TI que prestei atenção e vi que existiam poucas conhecidas. Hoje acho muito inspirador todos os relatos de mulheres que trabalham na área, criam e buscam o que querem (e não só dentro da área de TI). Uma lista bacana pra se inspirar é essa de “35 mulheres com menos de 35 anos que estão mudando a indústria de tecnologia“.

Blog: Qual a indicação de um livro para iniciantes em design?

Design do dia a dia“, é um livro que abre a cabeça para ver o mundo do design aplicado. Gosto do Human Centered Design Toolkit (de graça!) da IDEO sobre Design Thinking também, pois design sem saber como ouvir o outro. Para quem quer conhecer profundamente Arquitetura de Informação <3, o Information Architecture for the World Wide Web, Designing Large-Scale Web Sites é maravilhoso.

Blog: Qual a indicação de um site de design UX?

São tantas coisas boas por aí! Recomendo acompanhar algumas comunidades no Facebook que sempre compartilham ótimos materiais como a UX Design e a Arquitetura de Informação. O site uxdesign.cc tem muitas referências, de livros a eventos e ferramentas.

Blog: Atualmente é bem comum a gente ver o termo design UX, mas qual é a diferença entre o design UI e o design UX?
UI é User Interface, ou seja, o design da interface em si.

Assim como o Design Thinking, que é uma prática que deve ser difundida em toda a equipe quando empresas desejam implementá-la, vejo o mesmo com UX, ou User Experience: deve ser um pensamento da equipe, ou seja, várias pessoas envolvidas em desenvolver uma boa experiência para o usuário, e isso inclui planejamento, passando pelo arquiteto de informação, designer, desenvolvedor, especialista em SEO e por aí vai.

Li uma frase esses dias do Donald Norman que diz o seguinte: “I invented the term [user experience] because I thought human interface and usability were too narrow: I wanted to cover all aspects of the person’s experience with a system, including industrial design, graphics, the interface, the physical interaction, and the manual. Since then, the term has spread widely, so much so that it is starting to lose its meaning.” – 1998. Podemos ver então que, em seu sentido original, UX engloba muitas áreas de um projeto.

Blog: Qual evento que você indica na área de design?

Não é especificamente de design, mas eu sou apaixonada pelo Campus Party – são tantas informações, assuntos interligados, grandes nomes de TI que é uma semana que muda seu ano, todos os anos!

Gosto muito dos eventos que o Google organiza também, como o DevFest – vale a pena procurar por GDG (Google Developer Group) na sua cidade e buscar eventos organizados por eles também, sempre tem coisa boa!

Blog: Você participa de algum grupo que promove a participação das mulheres na TI?

Participo de vários! Sou super entusiasta de estimular mais mulherem em TI . Faço parte do Women Techmakers de Sorocaba (iniciativa do Google que visa discutir e incluir mais mulheres na área) e fui mentora no Technovation Challange 2015 aqui em Sorocaba também, que é uma competição global para que meninas entre 11 e 18 anos desenvolvam um aplicativo desde seu planejamento até o desenvolvimento e publicação. Online, tenho gostado muito do grupo Mulheres Desenvolvedoras – Brasil – apesar de não ser minha área, sempre aparecem links e oportunidades legais, as meninas são ótimas!

Blog: Qual a sua mensagem de incentivo para as mulheres que trabalham na TI?

Persistam! Se por algum motivo estiverem pensando em desistir, procurem apoio, conversem, façam o possível para mudar – existem diversos grupos de mulheres de braços e ouvidos abertos para ajudar! Sejam exemplos para novas gerações e continuem até se sentirem orgulhosas!

Blog: Qual o seu contato para quem quiser trocar ideias?

Meu FB e meu email é contato.bianca@gmail.com