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Participe do 5º Encontro Nacional de Mulheres na Tecnologia

Olá!

Nos dias 02 e 03 de Junho vai acontecer em Goiânia – GO o Encontro Nacional de Mulheres na Tecnologia.

Esta será a 5ª edição deste evento. Uma característica muito interessante é que a programação é composta por mulheres e tem muito conteúdo legal nas palestras, mini cursos e mesas redondas!

 

 

 

 

 

 

Para fazer a sua inscrição acesse o site http://encontro2017.mulheresnatecnologia.org/

Vale lembrar que o preço promocional das inscrições só vai até o dia 28 de maio.

Vagas na PLAN International Brasil

Olá!

Plan International Brasil está com algumas vagas de emprego para quem quer começar o ano com o pé direito!

Sobre a PLAN:

A Plan International Brasil desenvolve programas e projetos com o objetivo de capacitar e empoderar crianças, adolescentes e suas comunidades, para que adquiram competências e habilidades que os ajudem a transformar suas realidades.

plan

Vagas abertas!

  • Auxiliar Administrativo – PI
  • Assistente Administrativo – BA
  • Coordenador(a) de Construção de Relacionamento – MA
  • Educadores(as) Sociais – MA

Para mais informações clique AQUI.

Homenagem a uma grande mulher guerreira e incentivadora

Antes de tudo, que fique claro: Somos mulheres, cursando Sistemas de Informação e gostamos disso.
Depoimento que talvez se identifique. Que talvez te inspire.
Como uma mulher pode fazer parte desse universo? Onde desde as salas de aulas, a porcentagem do gênero é reduzida? Os “pré” conceitos estabelecidos parecem não poder evoluir com a mesma paridade da área. A tecnologia evolui, mas por que não podemos crescer e sermos simplesmente, o que quisermos?
Eu sou a Munike, sou do time das – poucas – meninas de S.I. do meu campus. Preciso dizer que a área de TI nunca foi a minha primeira opção de curso, que nunca imaginei me deparar com uma realidade tão machista, hostil e desigual entre os gêneros, que me sentia estranha e desmotivada por fazer essa escolha e que no primeiro ano de faculdade pensei inúmeras vezes em desistir. Sim, eu também passei por isso. Tudo isso deve-se em função de tantos esteriótipos de que homens tem mais facilidade do que as mulheres em ciências exatas, e por isso acreditamos nunca conseguir fazer aquilo, exatamente por ser MULHER. Bobagem! Você consegue fazer o que quiser.
Meu nome é Thalia, e como a Munike eu também não imaginava que cursaria algo em TI, mas do nada, lá se vai seu Ensino Médio e você sabe que agora precisa decidir. Não é algo fácil, a pressão te cerca de todos os lados e nem tudo é como parece ser. Aluna de curso técnico em Informática integrado ao Ensino Médio, apaixonada pelo curso, mas com medo… Como escolher algo que em tese, seria para a vida toda? E se isso não fosse possível? Será que podemos ter sucesso? Como aliar um curso a algo que gosta, como ser professora? Um curso que em suma, possui apenas professores. Não professorAS.

(more…)

Imperdível! Ada Lovelace 200 anos

Olá!

Recebi por email a notícia de um evento comemorativo dos 200 anos da Ada Lovelace e para melhorar ainda mais a notícia terá transmissão ao vivo! Essa não tem como perder!

Ada

10/nov das 13h às 14h:

Palestra – Ada, a Máquina Analítica e seus Desdobramentos.
* Palestrante: Dra. Artemis Moroni (CTI Renato Archer)

11/nov das 18h às 19h30:

Painel: Diversidade de gênero na indústria
* Mediadora: Rosana Jamal (Presidente da UNICAMP Ventures e Sócia-fundadora da BAITA Aceleradora)
* Painelistas:
Heloisa Andrade de Paula (CI&T)
Janaína Ruas (Instituto Eldorado)
Stephanie Felipe Stolfo (IBM)

12/nov das 18h às 19h30:
* Painel: Diversidade de gênero na academia
* Mediadora: Profa. Dra. Claudia Bauzer de Medeiros (IC/UNICAMP)
* Painelistas:
Profa. Dra. Sarita Mazzini Bruschi (ICMC/USP)
Prof. Dr. Eduardo Valle (FEEC/UNICAMP)
Flávia Pisani (IC/UNICAMP)
Alexandre Neves Creto (IC/UNICAMP)

Link para transmissão aqui

Documentário Code Girl

Olá!

No final de semana assisti o documentário Code Girl sobre a trajetória de algumas participantes no último Technovation Challenge. O filme vai ser exibido nos EUA e estará disponível no youtube até o dia 5 de novembro.

É bem legal acompanhar as eliminatórias e ver como as meninas lidaram com os imprevistos e críticas. Vai ajudar também quem está com vontade de participar do próximo Technovation e adiantar um pouco como são as fases do processo. As inscrições para o desafio de 2016 estão abertas.

 

Um Olhar Sobre as Mulheres na Tecnologia

Olá!

Há algum tempo escrevi um texto sobre mulheres na tecncologia para a revista Atittude. Na semana passada recebi a edição impressa, como já foi publicada, compartilho com vocês essa reflexão sobre o nosso papel fundamental para a computação, a redução da quantidade de mulheres nessa área e como estamos trabalhando para contornar esse problema. Confira o texto abaixo. 🙂

Nos últimos anos estamos acompanhando o fenômeno de iniciativas para aumentar a participação de mulheres na área de tecnologia da informação e comunicação. Isso pode fazer com que algumas pessoas acreditem que as mulheres sempre desempenharam papéis menores nesse campo atualmente com maioria masculina. Porém, muita gente não sabe que as mulheres foram responsáveis por contribuições essenciais para o avanço da computação. A descoberta que levou ao desenvolvimento do Wifi e bluetooth foi feita por Hedy Lamarr, a invenção do compilador foi feita pela Grace Hopper e a mais famosa delas a Ada Lovelace que é considerada a primeira programadora da história.

Hedy Lammar Grace Hoper Ada Lovelace

Com essas contribuições tão significantes para o nosso avanço tecnológico, pode causar estranhamento notar que a área de tecnologia ­ TI costuma ser rotulada como um campo exclusivamente masculino. Embora não seja possível estimar uma data e os motivos exatos que levaram a redução da participação das mulheres na tecnologia, é possível notar que essa mudança ainda impacta negativamente nos dias atuais. Um exemplo disso pode ser confirmado no último vestibular da USP dos 50 aprovados no curso de Ciência da Computação apenas 4 são mulheres.

Revista

Entre os argumentos para explicar a pequena quantidade de mulheres na tecnologia atualmente, algumas são absurdas como aquela que diz que mulheres são mais capazes para a área de humanas do que para exatas. Sabe­se que as mulheres desde crianças não são estimuladas a conhecerem artefatos tecnológicos tanto quanto os homens e ainda existe preconceito quando elas ingressam em cursos superiores. Pois é comum os relatos de garotas que ouvem dos colegas comentários machistas do tipo “ali não é lugar de mulher” ou que “não precisam estudar porque é certo que vão tirar nota boa com o professor”.

Durante a minha graduação em Desenvolvimento de Sistemas para a Internet no IFMT a turma iniciou com 25 pessoas. Na formatura éramos apenas 6, sendo 4 mulheres e 2 homens e isso foi em 2010. Acredito que até hoje a nossa turma foi a que teve a maior proporção entre homens e mulheres e isso não é comum em cursos de informática.

Gosto de lembrar que na minha turma não houve relatos de preconceito contra as mulheres mesmo quando éramos minoria. Isso é interessante pois acredito que o número reduzido de mulheres na TI não é algo que pode ser explicado apenas pela questão do preconceito. Vale ressaltar que em geral é comum enfrentar obstáculos quando você faz parte da minoria em determinado grupo e isso vale tanto para homens quanto para as mulheres.

As dificuldades encontradas ao longo dos anos pela minoria feminina na computação serviram para as mulheres se unirem para enfrentar esses problemas e assim estão descobrindo formas de modificar esse cenário. Existem várias inciativas pelo mundo com o objetivo de fortalecer a presença feminina nas áreas de exatas e tecnologia, esse é um passo importante principalmente para as garotas que ainda estão decidindo sobre qual campo desejam atuar. O papel desses grupos é fundamental para informá­las de que não há limites, elas podem fazer qualquer escolha e não existe uma área exclusivamente para homens ou para mulheres.

O trabalho desses grupos acontece na área acadêmica, em eventos que possuem propostas de atividades estimulando o aumento de mulheres palestrantes e voltados para o empreendedorismo feminino, outros com oficinas de programação ou então com encontros informais para debater ideias.

Na área acadêmica o projeto Meninas Digitais – Regional Sul sediado na Universidade Federal de Santa Catarina tem desenvolvido um trabalho muito interessante com alunas do ensino médio,abordando palestras com profissionais da computação e também oficinas de robótica e jogos digitais. Já o grupo PyLadies é internacional e no Brasil iniciou os trabalhos em Natal – RN e hoje tem diversos grupos pelo Brasil com o objetivo de criar um ambiente amigável as mulheres na comunidade python.

Outro grupo que é bem atuante na questão de gênero é o PoliGen da Universidade de São Paulo que discute questões de gênero e promove também o hackathon que é uma competição com pessoas de diversas áreas para propor uma solução para determinado problema, muitas vezes o resultado desse trabalho pode ser codificado em forma de aplicativo.

O grupo Mulheres na Tecnologia – MNT mantem um site para a divulgação de notícias e organiza um encontro anual com mulheres ministrando palestras técnicas e não técnicas. Esse tipo de evento é importante para manter a visibilidade feminina na tecnologia mostrando que existem profissionais qualificadas desempenhando papéis relevantes na área.

Poligen Pyladies Meninasdigitais

Mnt
O desafio desses grupos é imenso, pois precisam trabalhar contra estereótipos e vícios culturais que não são simples de resolver. Entretanto, para que essas atividades continuem é fundamental que as pessoas também colaborem visando o fortalecimento e a manutenção desse trabalho. As mulheres estão conseguindo, aos poucos, conquistar lugares de destaque no mercado da tecnologia. Para que esse processo seja contínuo devemos prosseguir estimulando a participação delas na tecnologia, pois a diversidade é a melhor opção para a construção de soluções melhores para a indústria como também para a formação de cidadãos conscientes do seu papel na sociedade.