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Sim, Teremos mais mulheres nos eventos de Software Livre!

Esse ano o Fórum Internacional de Software Livre – FISL e a Conferência Latino-americana de Software Livre – Latinoware, os dois maiores eventos de Software Livre do país, estão promovendo iniciativas para aumentar a participação de mulheres palestrando. Os eventos terão a participação feminina maior e espero que seja grande também em relação as participantes.

Lembro que na edição de 2013 do FISL a Valéria Aurora, diretora executiva e co-fundadoda da Ada Initiative, participou do evento e comentou sobre a pouca participação de mulheres em eventos de Software Livre, ela também elogiou o FISL por estabelecer uma política anti-assédio e ter mulheres palestrantes no evento.

Então, nada melhor para atrair as mulheres para um evento de software livre do que ter elas ministrando palestras/oficinas, certo?

Pois bem, em 2015 tive grata surpresa de ver na página de convidados(as) no site do FISL até o momento 26 mulheres, de um total de 52 pessoas. Está praticamente meio a meio a divisão entre homens e mulheres!

Sendo que para as atividades que são somente mulheres participando o evento terá (até agora):

  • 19 palestras ministradas exclusivamente por mulheres, sendo 2 internacionais: a Karen Michele Sandler e a Deborah Anne Nicholson;
  • 4 painéis;
  • 5 oficinas;
  • 12 mulheres nas atividades diversas divididas com homens.

Outra supresa boa do FISL é que as mulheres convidadas tem perfis diversos, temos desenvolvedoras, ativistas, pesquisadoras, professoras, autora de livros técnicos, jornalista entre outras áreas tudo para gerar boas discussões e troca de experiências!

O FISL vai acontecer de 08 a 11 de julho no Centro de Eventos da PUCRS, as inscrições estão abertas e estudantes tem desconto, para mais informações acesse o site aqui.

Em relação a Latinoware deste ano já conta até agora com 8 mulheres na programação, como o evento vai acontecer de 14 a 16 outubro na ITAIPU e a programação e submissão de palestras ainda não tem data prevista, mesmo assim esperamos que a quantidade de mulheres também aumente.

Para acompanhar as notícias da Latinoware acesse o site aqui.

Fiz esse post porque em eventos de tecnologia em geral é muito comum ter um número reduzido de mulheres e ver esses eventos com a participação feminina maior é muito gratificante.

Participo da organização de alguns eventos noto que as vezes é comum passar despsercebido a quantidade mínima ou nenhuma de mulheres na programação mesmo quando temos opções boas. É sempre bom e importante ter pessoas na organização que pensem em levar maior diversidade de gênero na programação, pois isso certamente só vai somar para aumentar a qualidade do evento.

Mulher 3.0 – um curso de tecnologia para mulheres

Olá!

Esta semana recebi a divulgação do evento Mulher 3.0 com conteúdos para pessoas iniciantes no mundo digital que vai acontecer na próxima semana.

“O objetivo desse curso é mostrar que o mundo digital nos pertence, sim. E mais: ele está a nosso favor, pode nos ajudar a realizar planos, sonhos e a viver de um jeito diferente.

Queremos te ajudar a entender esse contexto e fazer as melhores escolhas para aproveitar tudo de bom que esse mundo pode oferecer para otimizar sua vida ou seu negócio.”

Programação:

1- Internet como contexto: muito além do Facebook
2- Por que é importante entender como funcionamos dentro da internet?
3- Como tornar o novo, parte do nosso dia-a-dia, sem pânico nem preconceito
4- Tecnologias que trabalham a nosso favor
5- Organização e produtividade: Evernote, Trello, Asana, AnyDo e gerenciadores de tarefas
6- A nossa amiga nuvem: agenda, senhas, iCloud, Google Drive, Dropbox, sync e transparência entre dispositivos.
7- Personas digitais: o que compartilhamos?
8 – Histórias que contamos: quais os limites entre público e privado?

Quem facilita o workshop?

Diana Assennato é uma das fundadoras do Arco e jornalista especializada em tecnologia, com mais de 10 anos de experiência em comunicação e mestrado em Mídias Digitais. Crítica e curiosa por inovação, é apaixonada por narrativas digitais humanizadas e criativas. Já fez cinema, televisão e revistas, mas foi na internet que encontrou terreno fértil para empreender.
diassennato.com

Marina Malta é jornalista com Master em Marketing e 15 anos de experiência no mercado. Trabalhou em equipes de comunicação, produtos, planejamento de mercado e mkt em grandes corporações. Hoje empreende aprendendo a ser criativa.
marinamalta.eu

Data: 22 e 29 de junho (segunda-feira) das 19 às 22hs

Investimento: 2 xs R$ 250 (ou à vista com 5% de desconto)
Vagas limitadas*

Para inscrições e informações: contato@akind.com.br
*Para confirmar sua inscrição e garantir uma vaga, é necessário fazer um depósito referente a primeira parcela.

As suas séries favoritas passam no teste de Bechdel?!

Olá!

No ano passado ouvi um podcast no Braincast sobre o papel feminino na ficcção e comentaram sobre o teste de Bechdel, quem quiser conferir o áudio pode acessar aqui. Esse é um teste bem simples que consiste em avaliar a participação feminina em obras de ficção como filmes por 3 aspectos:

  • O filme precisa ter no mínimo duas personagens femininas;
  • As mulheres conversam uma com a outra;
  • E por último, elas conversam sobre algum assunto que não seja o homem.

Origem do teste de Bechdel

“O teste de Bechdel pergunta/questiona se uma obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem. Algumas vezes se adiciona a condição de que as duas mulheres tenham nomes. Muitas obras contemporâneas falham no teste, que é um indicativo de preconceito de gênero. Em média, filmes que passaram no teste possuíam orçamento mais baixo que outros, mas um desempenho financeiro melhor ou equivalente.

O teste recebe o nome em homenagem à cartunista norte-americana Alison Bechdel. Em 1985, uma personagem de seus quadrinhos Dykes to Watch Out For expressou a ideia, que a autora atribuiu a sua amiga Liz Wallace. O teste foi originalmente criado para avaliar filmes, mas é também aplicado para outras mídias.” Fonte

Pode parecer algo muito simples que os filmes e series atendam esses 3 requisitos, mas quando começamos a analisar percebemos que temos muitos filmes que não passam. O problema em não atender a esses aspectos é a representação de forma inadequada da mulher nessas obras que muitas vezes acabam assumindo papéis secundários ou fúteis.

Um filme recente que passa com louvor no teste de Bechdel é o Mad Max. Quando assisti no cinema fui sem ter visto nenhum dos anteriores e me surpreendi com a personagem forte da Charlize Theron, não vou contar detalhes para não dar spoiler para quem não viu e recomendo que vocês vejam. Se você já assistiu esse filme vale a pena conferir o podcast do Mamilos que comenta sobre o feminismo retratado no filme e os motivos pelos quais ele passa no teste de Bechdel também são abordados, clique aqui.

Depois que conheci esse teste comecei a pensar nas séries que acompanho e se elas passariam na avaliação, atualmente estou assistindo algumas, são elas:

  • The Good Wife;
  • The Affair;
  • Modern Family;
  • Breaking Bad;
  • How to Get Away with murder;
  • Orphan Black;
  • Halt and Catch Fire.

Comecei a analisar pensando também nos personagens fixos das séries porque dependendo do episódio pode aparecer uma figurante andando pelas ruas e pensei que não era por isso que deveria classificar como uma personagem mulher.

Das séries que listei entendo que a maioria delas passa no teste, na minha visão a The Affair seria a única que não passaria. Porém, dessa lista somente algumas tem mulheres como personagens principais ou que tem um papel interessante na trama, considero que The Good Wife é um exemplo disso, com mulheres inteligentes, divertidas e bem vestidas e outro é How to Get Away with murder. Outro seriado que recomendo principalmente para quem é da computação é o Halt and Catch Fire com duas personagens femininas que fazem a diferença e dá orgulho para quem é dessa área. Nas demais séries as mulheres tem papéis secundários e em alguns casos não são tão interessantes.

Pesquisei e encontrei um post que lista alguns filmes que passam nesse teste e pode ser acessado aqui. Já pensou se as séries que você assiste passaria no teste de Bechdel?!

TI por Elas: Suliane Carneiro

Olá!

Hoje no TI por Elas vou apresentar a história da Suliane Carneiro que estudou comigo no IFMT, fico muito feliz em saber que todas as mulheres da minha turma tem histórias inspiradoras para contar. Hoje ela mora em Pontes de Lacerda – MT e é professora no IFMT – Campus Pontes e Lacerda.

Blog: Qual a sua àrea de atuação?

Professora de Informática – Área de Redes de Computadores

Blog: Qual a sua formação acadêmica – graduação?
Tecnólogo em Desenvolvimento de Sistemas para Internet.

Blog: Pós-Graduação
Redes e Computação Distribuída e em Engenharia de Sistemas Web.

Blog: Conte um pouco sobre a sua história na área, o que levou a escolher a TI, se passou por alguma dificuldade na área e quando começou a trabalhar na área, o que você acha sobre o mercado de trabalho para TI.
Minha história começa com o sonho de estudar na antiga “Escola Técnica Federal”, que foi por um tempo CEFET-MT e atualmente Institutos Federais. Foi quando um dia no meu trabalho de digitadora, vi a propaganda de vestibular no CEFET-MT então resolvi escolher algum curso, na verdade, sinceramente não sabia muito bem o que significava desenvolvimento de sistemas, mas, mesmo assim, por conta das minhas condições salariais e sociais, era necessário e urgente fazer algo que fosse de graça, rsrsrs. Claro que me assustei com disciplinas como programação, cálculo e entre outras coisas que nunca tinha ouvido falar, mas como o desafio era grande me sentia mais motivada a continuar, pois, era algo que eu desconhecia e precisava desbravar. Até porque no primeiro semestre não tinha computador e depois que o meu pai conseguiu comprar um, fiquei qse 1 ano e meio sem internet, realmente tudo é possível. Ia para a escola o dia todo, fazer download de Kurose, Tanembaun, Deitel, enfim… E assim foi, uma jornada árdua mas, muito gratificante. E venci! 🙂

Blog: Qual mulher na TI que serve ou serviu de inspiração para você?
Karin Breitman, a melhor representante da web semântica no Brasil e big data também, atualmente é diretora da P&D na EMC do Rio de Janeiro.

Blog: Qual foi a sua maior realização como professora?
Quando uma aluna, em especial, me enviou uma mensagem dizendo querer seguir meus passos, fazendo pós graduação e tendo experiência como professora substituta, hoje ela está estudando pra concurso de professor e almeja alcançar o mestrado.

Blog: Qual a dica para quem está decidindo qual curso de graduação na área de informática deve fazer já que temos muitas opções como Sistemas de Informação, Ciência da Computação, Engenharia da Computação, etc?
Não fique só pesquisando nos sites, vá na faculdade ou instituição que deseja cursar, procure o professor e coordenador para trocar ideia sobre as profissões do futuro, pesquisas, concursos entre outras perspectivas dentro do mercado de trabalho.

Blog: Qual a sua indicação de um livro para iniciantes em TI?
Gosto muito da coleção Use a Cabeça! Pode ser uma boa pra você que está começando, além de ser didático é divertido!

Blog: Qual a sua indicação de site de TI?

http://mulheres.eti.br/, claro! 😀
Tem um projeto bem bacana da SBC
http://mulheresnatecnologia.org/

Blog: Evento que você indica na área de TI?
Campus Party literalmente é uma festa! Lá você poderá encontrar diversas áreas engajadas com a TI e que podem despertar interesse em alguma delas.
Também gosto muito dos eventos de Software Livre, que também abrangem diversas áreas, são eles: FISL e LatinoWare.
E temos também o WorkFron – Workshop de Tecnologia da Região Fronteira Oeste que acontece aqui no nosso campus de Pontes e Lacerda, que também abrange diversas eixos temáticos dentro da TI.

Blog: Qual a sua mensagem de incentivo para as mulheres que trabalham na TI.
“Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.”
-Augusto Cury

Blog: Qual o seu contato em site ou redes sociais para quem quiser falar com você?
Facebook
@sulinux – Twitter
@sulinux – Instagram

Palestra com Mirella Altoé

O projeto Aprendendo Juntas vai promover no dia 19 de junho às 10:00 hs a palestra da Mirella Altoé contando algumas experiências e projetos.

“A Mirella vai contar sobre a experiência dela como estudante na FGA, UCDavis e Johns Hopkins University. Além da experiência como pesquisadora no MIT e Johns Hopkins University.

Ela está preparando uma apresentação bem bacana sobre escolhas, desafios, experiência, publicações e oportunidades no exterior.”

Fonte: site